Quase metade dos agentes da PSP/Madeira têm síndrome metabólica ou risco cardiovascular 62

Quase metade dos 109 polícias do Comando Regional da PSP da Madeira que participaram num estudo científico apresentavam síndrome metabólica ou estavam já classificados com risco cardiovascular elevado a 10 anos, foi esta terça-feira (24) anunciado.

Numa informação ontem divulgada, a PSP salienta que a investigação publicada na revista Healthcare “analisou a saúde cardiovascular e metabólica, bem como a qualidade de vida relacionada com a saúde, evidenciando uma presença significativa de fatores de risco que coloca esta população profissional numa posição de particular vulnerabilidade”, cita a Lusa.

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O estudo “demonstra que os polícias da PSP não só estão expostos aos fatores de risco clássicos, como acumulam riscos adicionais associados à exigência da profissão, nomeadamente stress crónico, trabalho por turnos, privação de sono e padrões de atividade física e exercício físico irregulares”.

A investigação foi realizada no segundo semestre do ano passado, tendo avaliado 109 agentes da PSP da Madeira.

O estudo concluiu que 28,4% dos participantes apresentavam síndrome metabólica, “uma condição clínica associada a um aumento significativo do risco de diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares”, e 20,2% “encontravam-se já classificados com risco cardiovascular elevado a 10 anos”.

“Estes números colocam uma proporção relevante destes profissionais numa trajetória de risco acrescido para eventos cardiovasculares futuros”, realça a PSP.

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Os autores da investigação defendem a implementação urgente de estratégias de saúde ocupacional direcionadas e defendem a necessidade de garantir a aplicação efetiva da medicina do trabalho no contexto policial, destaca a PSP.