Nutrição Clínica: Fórum estratégico discute barreiras no acesso e exclusão de doentes 140

Um ano depois da criação do regime excecional de comparticipação para nutrição entérica, especialistas, decisores e clínicos vão discutir se a medida está, de facto, a chegar aos doentes e porque continuam a existir falhas estruturais no acesso ao suporte nutricional terapêutico em Portugal.

O Fórum Estratégico de Nutrição Clínica – Política, Prática e Resultados em Saúde, a realizar dia 4 de março, no CCB em Lisboa, fará um balanço crítico da medida, avaliando não apenas a decisão política, mas sobretudo a sua execução no terreno: desigualdades regionais, fragilidades na continuidade de cuidados após alta hospitalar e ausência de um modelo nacional para nutrição parentérica em ambulatório e domicílio.

Um dos temas centrais do debate será a forma como o acesso pode ficar condicionado pelo modelo de prescrição: atualmente, a prescrição das formulações entéricas/modulares comparticipadas está reservada a um conjunto fechado de especialidades (oncologia médica, medicina interna, endocrinologia-nutrição, gastroenterologia e pediatria).

Lisboa, Capital da Nutrição 2026

Especialidades como a Medicina Geral e Familiar poderão fazer o acompanhamento da evolução do estado nutricional destes doentes no ambulatório de acordo com a Norma DGS 017/2020, libertando os hospitais da monitorização e reavaliações da terapêutica tão frequentes. Também a Neurologia, com doentes frequentemente dependentes de nutrição entérica, como a ELA, ficam fora deste circuito direto, levantando questões sobre atrasos, iniquidade e necessidade de revisão operacional.

Durante o Fórum serão apresentadas “10 Recomendações 2026–2028 para a Nutrição Clínica em Portugal”, com foco em execução, equidade, continuidade de cuidados e monitorização de resultados.

Conheça de seguida o programa completo: