Macron quer interligação de perspectivas humanas, animais e ambientais na saúde 39

O presidente francês, Emmanuel Macron, exortou esta terça-feira (07) na cimeira ‘One Health’ (Uma Saúde) à existência de mais “cooperação” internacional e mais troca de informações sobre saúde, tanto humana, como animal e ambiental, seis anos depois da pandemia do covid-19.

“Quando os desafios colocados pela saúde mundial impõem mais do que nunca a coordenação e a cooperação, temos uma situação internacional que o impede”, sublinhou na abertura do evento, deplorando “um mundo em crise” e “guerras” que “perturbam” todos os assuntos estratégicos.

Macron também mencionou “as divisões, as reduções de contribuições, as dúvidas expressas por alguns sobre a nossa organização coletiva” da saúde, uma mensagem direta a Donald Trump, detrator encarniçado da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Neste contexto, Macron insistiu nas virtudes do multilateralismo, com um sistema mundial de saúde que assenta em uma “ciência livre, aberta, independente”, uma “governação mundial plenamente transparente e uma “coordenação à escala internacional para a qual a OMS tem legitimidade”.

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Desde o início da sua presidência, em 2017, que Macron tem organizado cimeiras ‘One Planet’ (Um Planeta) para abordar temáticas ambientais ao nível internacional. Esta é a primeira consagrada ao ‘One Health’.

O foco pluridisciplinar, em plena ascensão desde há anos no mundo da saúde pública, visa abordar simultaneamente os assuntos sanitários aos níveis humano, animal e ambiental, acentuando a sua interdependência.

A perspetiva ‘One Health’ é “o nosso melhor trunfo para reduzir os riscos antes que se transformem em crises”, declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em declaração gravada.

Macron enunciou uma série de compromissos que vão ser adotados na cimeira, do lançamento de “um pacto internacional para preservar a eficácia dos antibióticos” à colocação em comum de “informação de saúde humana, animal e ambiental” para “esclarecer a decisão política”.

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Porém, a dimensão da cimeira é relativamente reduzida, ao nível dos Estados participantes, cujo número se tem reduzido à medida que se iam fazendo as ‘One Planet’.

Desta vez, estiveram presentes ministros de uma vintena de países.