A diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, alertou esta terça-feira (07) para os perigos da falta de confiança na Saúde e para a desinformação no setor, que “circula mais rápido do que a evidência”.
No Dia Mundial da Saúde, este ano sob o tema “Juntos pela Saúde. Ao lado da Ciência”, Rita Sá Machado falava numa cerimónia sobre a efeméride realizada na Fundação Champalimaud, em Lisboa.
“Nunca foi tão visível a fragilidade na confiança na Saúde”, afirmou, lamentando também que haja situações em que prevalece a perceção e não os factos.
Frisando que o futuro da saúde tem de ser “liderado pela ciência”, e que aquela “não avança por opinião mas por evidência [prova]”, Rita Sá Machado deu exemplos dessa relação entre ciência e saúde, como as vacinas, que salvaram milhões de vidas no mundo.
Bárbara Beleza lança manifesto onde reconhece alimentação escolar como direito educativo
Em Portugal, nos últimos dois anos, foi possível no Programa Nacional de Vacinação expandir e atualizar vacinas, o que “demonstra que a ciência não é estática e as políticas de saúde também não”, disse a diretora-geral da Saúde, citada pela agência Lusa.
A ciência, acrescentou, também demonstrou a relação entre o consumo do tabaco e o cancro do pulmão, e na saúde reprodutiva e infantil o progresso também tem sido sustentando pela ciência.
E este ano, referiu ainda, a atualização do programa de saúde infantil e o programa nacional de saúde reprodutiva também são atualizados com base na ciência.
Rita Sá Machado salientou a importância de reconstruir confiança na ciência e na saúde pública, e disse que o combate à desinformação se tornou central.
Santa Maria da Feira: A nutrição que se faz à mesa e se aprende na escola
“Em conclusão, se queremos um futuro saudável temos de estar verdadeiramente ao lado da ciência, não apenas em discurso, mas em políticas, decisões, e ações do dia-a-dia”, disse.
No início da cerimónia a presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, a propósito do tema do Dia Mundial da Saúde, lamentou que cientistas e médicos aprendam normalmente longe uns dos outros, e apontou que a distância torna difícil o avanço, o progresso e a inovação.




