DGS: Leite «não é antídoto» para inalação de fumo 340

11 de agosto de 2016

Numa altura em que se registam mais de 170 fogos ativos em Portugal, a Direção-Geral de Saúde (DGS) alerta que o leite não serve de antídoto para o monóxido de carbono, dado que a sua utilidade não vem descrita em qualquer artigo científico.

 

«Admitiu-se que o leite era um antídoto do monóxido de carbono que não é («não se dá leite nos hospitais») e não deve atrasar a referenciação e o tratamento a nível hospitalar correto», refere a DGS em comunicado, citado pelo jornal “Público”.

 

Quanto aos efeitos dos incêndios na saúde, a DGS recorda que a inalação de fumos pode provocar danos nas vias respiratórias e que as crianças, os doentes respiratórios crónicos e os idosos os mais vulneráveis.

 

«Existem lesões de inalação devidas ao calor que provocam obstrução e risco de infeção. Além da lesão pelo calor, há possibilidade de lesão pelas substâncias químicas do fumo que provocam inflamação e edema com tosse, bronco constrição e aumento das secreções. Existe ainda a possibilidade de surgirem lesões mais tardias e mais graves, com destruição celular e, que, em casos extremos, causam falência respiratória», pode ler-se no comunicado.

 

Em caso de inalação de fumos, a DGS aconselha a retirar a pessoa do local e evitar que respire o fumo ou esteja exposta ao calor; a pesquisar sinais de alarme e verificar presença de queimaduras faciais, sinais de dificuldade respiratória ou alteração de estado de consciência.

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