Como comunicam os nutricionistas nas redes sociais? Estudo analisa práticas de nove países

No âmbito do Dia Mundial da Alimentação, assinalado a 16 de outubro, um estudo desenvolvido por investigadores da Egas Moniz School of Health & Science que tem como primeira autora uma aluna finalista da Licenciatura em Ciências da Nutrição (LCN), destaca o papel das redes sociais na comunicação dos nutricionistas e dietistas com o público. O artigo analisou a utilização de plataformas como o X, o Instagram e o Facebook para divulgar informação nutricional e promover a educação alimentar, e identificou também desafios relacionados com a comunicação de ciência e a ética profissional.

A investigação analisou dez estudos realizados em nove países, incluindo Portugal, Brasil, Finlândia, Irão, África do Sul, Austrália, Arábia Saudita e Reino Unido. Os investigadores partiram de uma pesquisa sistemática da literatura científica, que identificou 359 artigos, com o objetivo de perceber de que forma e com que finalidade os nutricionistas e dietistas utilizam as redes sociais na sua atividade profissional.

Os resultados mostram que estas plataformas são utilizadas sobretudo por participantes do sexo feminino, com idades médias entre os 27 e os 40 anos, para partilhar informação nutricional baseada em evidência, promover a educação alimentar e nutricional e aumentar a visibilidade profissional. O Instagram e o X estão entre as plataformas mais populares, que evidencia o potencial destes canais para aproximar os profissionais de saúde do público e facilitar a divulgação de conhecimento científico.

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Esta maior presença nas redes sociais coloca, contudo, desafios relacionados com a necessidade de comunicar informação rigorosa e acessível, desenvolver competências de literacia digital e assegurar o cumprimento dos princípios éticos associados à prática profissional em ambiente online. Os autores salientam, por isso, a importância de desenvolver conhecimentos específicos de comunicação digital entre nutricionistas e dietistas, bem como orientações profissionais que acompanhem a evolução destas ferramentas.

“Num contexto em que as redes sociais assumem um papel crescente na forma como as pessoas acedem a informação sobre alimentação e saúde, é fundamental que estes profissionais estejam preparados para comunicar ciência de forma clara, rigorosa e responsável. Para além do conhecimento técnico, a comunicação digital exige competências próprias, que permitam adaptar as mensagens aos diferentes públicos sem comprometer a qualidade da informação”, explica Paula Pereira, professora e investigadora da Egas Moniz School of Health & Science e coautora do estudo.

O estudo foi desenvolvido no âmbito do Nutrition Lab, integrado no centro de investigação da Egas Moniz (CiiEM), e evidencia o envolvimento dos estudantes da LCN em projetos de investigação científica.

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Em comunicado, a Egas Moniz School of Health & Science “reforça o seu compromisso com a investigação e a formação nas áreas da saúde pública e da nutrição, promovendo a produção e divulgação de conhecimento técnico que contribua para escolhas alimentares mais informadas”. Aceda à investigação completa aqui.