Presidenciais: Seguro exige resultados para que “portugueses tenham saúde a tempo e horas” 83

António José Seguro, candidato mais votado na primeira volta das presidenciais, exigiu hoje resultados para que “os portugueses tenham saúde a tempo e horas”, rejeitando estar a pressionar do Governo, mas apenas a garantir que todos colaboram no mesmo sentido.

O candidato apoiado pelo PS decidiu começar esta segunda fase da campanha presidencial com uma visita à USF Cruzeiro e USF Mosteiro, em Odivelas, reafirmando que a saúde “é a prioridade das prioridades” e será a sua primeira causa no ano inaugural do seu mandato, caso seja eleito Presidente da República na segunda volta de 08 de fevereiro.

“Não se trata de pressionar [o Governo], trata-se de colaborarmos todos no mesmo sentido. Eu não venho para pressionar ninguém, venho é para exigir resultados e aquilo que eu quero é que os portugueses tenham saúde a tempo e horas”, respondeu aos jornalistas quando questionado se esse trabalho não passaria por pressionar o executivo de Luís Montenegro.

Seguro, que fez da saúde a sua grande bandeira na campanha da primeira volta, prometeu “trabalhar insistentemente para que haja saúde a tempo e horas para todos os portugueses” e disse que já estava “a recolher contributos para quando reunir com os partidos e com o primeiro-ministro”, além do pacto que propõe, levar já ideias, cita a Lusa.

“A minha relação com o Governo é uma relação com o senhor primeiro-ministro. É o primeiro-ministro que chefia o Governo. Naturalmente, estou ansioso por ter essa primeira reunião e para definirmos as regras do nosso trabalho. O Presidente da República, na minha interpretação, deve cooperar institucionalmente com os órgãos de soberania e designadamente com o Governo que tem o poder executivo”, insistiu.

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O candidato presidencial apoiado pelo PS foi questionado sobre a reunião que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai ter hoje com a CGTP sobre a legislação laboral.

“Eu espero que haja condições para que haja uma evolução e que o diálogo com representantes dos trabalhadores faça com que o Governo perceba que tem que ouvir as partes que estão em situação neste processo“, defendeu.

Seguro tem afirmado que, caso seja eleito Presidente da República e as alterações à legislação laboral propostas pelo Governo lhe chegassem para promulgação como estão, as vetaria politicamente.