Ministra da Saúde espera impacto mínimo da greve geral e tem esperança nos profissionais 379

A ministra da Saúde disse esta segunda-feira (08) esperar que a greve geral de dia 11 de dezembro tenha o menor impacto possível nas situações de urgência e que conta com os profissionais de saúde.

Numa conferência de imprensa no Ministério da Saúde, em Lisboa, sobre o aumento da atividade gripal e respetivo plano de contingência, Ana Paula Martins foi questionada sobre o eventual impacto da greve geral, marcada para contestar as alterações que o Governo quer implementar nas leis laborais.

“O que posso dizer é que esperamos que a greve impacte o menos possível nestas situações de urgência, mas é algo que não posso nem garantir nem confirmar, isso agora vai naturalmente depender do que acontecer no dia da greve geral”, afirmou, citada pela Lusa.

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Ana Paula Martins disse que todas as entidades negociaram os respetivos serviços mínimos.

Disse também esperar que, havendo a coincidência de a greve geral acontecer num momento de aumento de casos de gripe, os serviços de saúde façam o seu melhor.

“Nestes momentos de grande pressão dos serviços de saúde devido a estas situações, nomeadamente estas necessidades assistenciais adicionais, nós temos sempre contado com os profissionais de saúde. Essa é, se posso dizer, a minha esperança”, afirmou Ana Paula Martins.

Técnicos juntam-se à greve

Os Técnicos de Emergência Pré-hospitalar decidiram na última semana que vão aderir à greve geral agendada para 11 de dezembro, disse à Lusa fonte sindical.

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O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar explicou que a decisão foi tomada por unanimidade e decorre sobretudo do rompimento do acordo assinado em agosto com o Governo e o INEM que previa a aplicação de protocolos de atuação clínica que, segundo a estrutura sindical, “se traduziriam em melhores cuidados para os cidadãos“.