DGS divulga Relatório do PNPAS 2020 398

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou o relatório anual do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), este ano com a novidade de integrar dados do estudo Global Burden Disease de 2019.

Estes dados indicam que os hábitos alimentares inadequados continuam no top 5 dos fatores que mais contribuem para a perda de anos de vida saudável pelos portugueses. Dentro destes, os que mais contribuem para a perda de anos de vida com saúde são o elevado consumo de carne vermelha, o baixo consumo de cereais integrais e o elevado consumo de sal.

Para além destes dados, este Relatório apresenta também o forte investimento na recolha de informação feito pelo PNPAS, com o objetivo de avaliar os resultados das diferentes medidas em curso, tais como a lei que aplica restrições à publicidade alimentar dirigida a menores de 16 anos, da campanha para a promoção da alimentação saudável “Comer melhor, uma receita para a vida” que decorreu em novembro de 2019 e da implementação do rastreio nutricional nos cuidados de saúde hospitalares.

Relativamente à lei que aplica restrições à publicidade alimentar dirigida a menores de 16 anos, os canais infantis não apresentam atualmente publicidade a alimentos, contudo cerca de 10,4% dos anúncios publicitários nos canais de TV generalistas são relativos a alimentos. Nestes, a maioria (65,6%) dos alimentos que são publicitados não cumprem o perfil nutricional definido pela DGS e 18,6% dos anúncios a alimentos ainda apresentam conteúdo dirigido a crianças.

Comparando estes resultados com os de outros países, verifica-se que em Portugal há uma menor percentagem de publicidade a alimentos na TV, tendo-se verificado uma diminuição comparativamente com o ano de 2008, em que 27,1% dos anúncios eram relativos a alimentos.

No que respeita à avaliação do impacto da campanha “Comer melhor, uma receita para a vida”, cerca de 40,6% dos inquiridos reportaram ter visto pelo menos um dos elementos audiovisuais da campanha e, destes, 12,9% recordam-se da sua mensagem principal, o que significa que 5,2 da população (aproximadamente meio milhão de portugueses) que teve contacto com a campanha, a compreendeu.

O vídeo foi o que teve maior alcance, tendo chegado a 26% dos inquiridos e a televisão foi o meio de comunicação que permitiu obter um maior alcance da campanha. Cerca de 20-30% dos inquiridos indicou que esta campanha foi capaz de alterar as suas crenças e perceção em relação à facilidade em aumentar o consumo de hortofrutícolas, leguminosas e água. Foram também cerca de 20-26% dos inquiridos a relatar a alteração de atitudes/comportamentos relativos ao consumo destes alimentos.

Quanto à melhoria da prestação de cuidados nutricionais, em particular ao nível dos cuidados de saúde hospitalares, 68,3% têm atualmente o rastreio do risco nutricional implementado.

Pode consultar o relatório aqui.

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