
A epidemia de Ébola causada pelo vírus de Bundibugyo na República Democrática do Congo (RDCongo) continua “fora de controlo” após atingir 6.686 casos e 3.226 mortos, alertou esta terça-feira (08) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“O surto continua fora de controlo e é cada vez mais heterogéneo, com tendências de melhoria em algumas zonas que coexistem com a transmissão contínua, a redistribuição geográfica e o surgimento de novos focos de contágio”, indicou a delegação da OMS em África, no seu último relatório de situação, lançado no início da vacinação do pessoal de saúde e de primeira linha.
Até 06 de setembro, 2.007 profissionais de saúde e de primeira linha de resposta tinham recebido a vacina Ervebo em seis zonas de saúde distribuídas pelas províncias de Tshopo, Bas-Uélé e Ituri, no âmbito de protocolos de investigação clínica, noticia a agência Lusa.
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Segundo a OMS, a dispersão geográfica abrange seis províncias com uma área total de cerca de 630 mil quilómetros quadrados, o que cria um ambiente operacional “cada vez mais complexo” e aumenta a pressão sobre as redes de laboratórios, o rastreio de contactos e a logística.
O risco de propagação mantém-se “muito elevado” na RDCongo e “elevado” para os países vizinhos com fronteira terrestre, como é o caso de Angola, devido à transmissão sustentada, à elevada mortalidade, à mobilidade populacional, à insegurança e aos desafios logísticos.
No entanto, salientam os especialistas, o risco a nível global e no resto de África continua a ser baixo.
A atual epidemia também se propagou ao vizinho Uganda, onde a OMS declarou, a 26 de agosto, o fim do surto, após terem sido registados 20 casos confirmados, incluindo 15 importados da RDCongo, que resultaram em duas mortes.
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O vírus do Ébola é transmitido por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e causa febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.




