UTAD estuda utilização de subprodutos da couve-brócolo no combate à obesidade 377

Investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, estão a estudar a utilização de subprodutos da couve-brócolo na prevenção e tratamento da obesidade.

Este estudo é no âmbito do projeto “ValorizebyProducts”, tem a duração de três anos e conta com um financiamento de 235 mil euros pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

O projeto liderado pela UTAD, tem como objetivo “valorizar os subprodutos de brássicas (couve-galega, couve-bróculo, couve-flor) e explorá-los na forma de suplemento alimentar para a prevenção ou tratamento da obesidade, e ainda reduzir a quantidade e custos de produção de resíduos derivados destas culturas”, indicou a Universidade em comunicado.

A UTAD explicou que os “brócolos são reconhecidos como uma fonte de nutrientes saudáveis, e que este projeto pretende “valorizar os subprodutos na forma de suplementos dietéticos”.

De acordo com o explicado pelo investigador da UTAD e coordenador do projeto, Eduardo Rosa: “neste estudo serão feitos ensaios preliminares em culturas de células para testar e perceber quais os componentes dos subprodutos dos brócolos que melhor podem ajudar no combate à obesidade. O componente que considerarmos mais promissor será inserido numa ração que será testada num modelo animal de obesidade”.

O investigador acrescentou ainda que os “subprodutos resultantes da colheita destas plantas podem ser uma boa fonte de compostos bioativos”, pelo que acredita que estes podem ser explorados e utilizados como um “extrato com potencial atividade biológica para prevenir ou retardar o início dos diversos processos patológicos associados à obesidade e respetivas comorbidades”.

O comunicado divulgado ainda refere que estudos pré-clínicos mostram que estes compostos têm efeitos benéficos no tratamento de outras doenças, como a diabetes e o cancro, e pretendem agora “testar os mesmos para o combate à obesidade”.

Este projeto tem ainda como segundo objetivo o “estímulo da economia circular”, já que os subprodutos resultantes da indústria agroalimentar são tratados como resíduos industriais e têm “impacto económico e ambiental negativos”. “Por esse motivo, nos últimos anos, a investigação tem-se focado na transformação de subprodutos gerados no processamento de frutas e vegetais em vários produtos de valor acrescentado”, afirmou Eduardo Rosa.

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