Portugueses querem comer melhor, mas não têm informação suficiente 0 441

Segundo uma tese de doutoramento realizada por Ana Teresa Tavares, do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, denominada por “Campanhas de comunicação pública em nutrição: o impacto do envolvimento no interesse em informação”, concluiu-se que os portugueses querem saber mais sobre alimentação saudável, contudo não existem campanhas de informação sobre nutrição para o efeito.

Com base num inquérito a 1.166 pessoas, os portugueses mostraram-se interessados pelo tema da alimentação saudável, mas sentem que não estão devidamente informados e acabam por procurar informação em locais não precisos.

“Os inquiridos mostraram-se interessados em informações sobre nutrição, mas com a ausência de campanhas de comunicação procuram meios alternativos e pouco fidedignos”, informa Ana Teresa Tavares através de comunicado.

“A desinformação existente, principalmente aquela que circula nas redes sociais, promove grandes equívocos nas recomendações nutricionais apresentadas”, acrescenta a autora da tese.

Desta análise, a investigadora apurou que as mulheres e os jovens são os mais preocupados com a alimentação.

“A preocupação a partir desta idade (jovens) ajuda a implementar bons hábitos alimentares e fazer uma prevenção não só da própria saúde, como de quem os rodeia. Com o interesse que têm, podem transformar-se em líderes de opinião, ao disseminar dicas de nutrição que vão recolhendo a outros indivíduos”, explicou Ana Teresa Tavares.

Contudo, para que essas mudanças ocorram é necessária informação.

“As inadequações alimentares ocorrem muitas das vezes pela falta de conhecimento nutricional das pessoas, que não estão devidamente informadas. São necessárias campanhas de comunicação pública para ensinar as pessoas a terem uma alimentação saudável”, concluiu a investigadora.

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